Melhor do que os comentários sobre a elegância e categoria do “divino Ademir”, talento nato e herdado do pai, o também craque Domingos da Guia, o melhor mesmo está nas imagens de alguns dos 153 gols de Ademir, bem como muitos de seus passes e jogadas irresistíveis. Colhidas entre as décadas de 60 e 70, as imagens dizem melhor do que mil palavras o que foi o refinamento do mestre para quem não teve a sorte de vê-lo em ação.
Ademir foi o que hoje, nos tempos da globalização também do futebol, não existe mais: jogador de um clube só. Depois de um curto início no Bangu (RJ), entrou para o Palmeiras, onde jogou por 16 anos, em 901 partidas com a camisa do verdão, Não lhe faltaram méritos para ganhar uma estátua no Palestra Itália, assim como um poema de João Cabral de Melo Neto.
