03/07/2026
Infantil

A Ilha do Terrível Rapaterra

Rapaterra (Lima Duarte) é um homem rico e poderoso que quer ser o dono de todo o litoral brasileiro, derrubando as matas e eliminando as tribos indígenas e animais que as habitam. Sua inimiga natural é dona Tude (Arlete Salles), feiticeira que é a grande protetora da natureza, além de ser a maior contadora de histórias do mundo. Um dia, ela é seqüestrada por Rapaterra. Vão salvá-la um grupo de crianças e dois animais, o macaco-prego e o guaiá.

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Dentro de um cinema como o brasileiro que, por alguma razão, não tem tradição de realizar filmes infantis – e esta é a única razão do sucesso dos tenebrosos filmes de Xuxa e assemelhados --, é louvável que algum produtor tente oferecer algum produto no gênero. O mercado nacional é bem carente disso. E muito claro está que a formação de público para cinema no futuro imediato depende e muito de filmes infantis de qualidade que cheguem às telas.

Dito isto, é impossível não lamentar que não tenha sido mais bem aproveitada a oportunidade deste A Ilha do Terrível Rapaterra - que registra a primeira participação em cinema da talentosa atriz de TV Arlete Salles e também o primeiro papel de Lima Duarte num filme infantil.

Filmado no litoral paulista e com a inequívoca intenção de criar uma história ecológica, o enredo é excessivamente ingênuo. Os efeitos visuais e o figurino são igualmente muito limitados. Fatores importantes a considerar, já que o público infantil conhece muito bem os concorrentes estrangeiros que lhe são dirigidos, como os desenhos da Disney e Pixar, e as aventuras vindas de Hollywood.

Mesmo tendo em vista o enorme poderio econômico por trás de alguns filmes estrangeiros, nada impede o cinema nacional de usar melhor a imaginação dos roteiristas e entender, de uma vez por todas, que criança é um público exigente e nada bobo. Se não há dinheiro para efeitos especiais sofisticados, que se invista então na riqueza da criatividade da história. E isto, visivelmente, não foi feito.

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