Dito isto, é impossível não lamentar que não tenha sido mais bem aproveitada a oportunidade deste A Ilha do Terrível Rapaterra - que registra a primeira participação em cinema da talentosa atriz de TV Arlete Salles e também o primeiro papel de Lima Duarte num filme infantil.
Filmado no litoral paulista e com a inequívoca intenção de criar uma história ecológica, o enredo é excessivamente ingênuo. Os efeitos visuais e o figurino são igualmente muito limitados. Fatores importantes a considerar, já que o público infantil conhece muito bem os concorrentes estrangeiros que lhe são dirigidos, como os desenhos da Disney e Pixar, e as aventuras vindas de Hollywood.
Mesmo tendo em vista o enorme poderio econômico por trás de alguns filmes estrangeiros, nada impede o cinema nacional de usar melhor a imaginação dos roteiristas e entender, de uma vez por todas, que criança é um público exigente e nada bobo. Se não há dinheiro para efeitos especiais sofisticados, que se invista então na riqueza da criatividade da história. E isto, visivelmente, não foi feito.
