06/06/2026
Drama

Só Deus Sabe

Dolores (Alice Braga) é uma brasileira que estuda nos EUA. Depois de um final de semana de festa no México, ela perde seu passaporte, mas consegue ajuda de um jornalista mexicano (Diego Luna). A caminho da Cidade do México, eles encontram diversas manifestações religiosas no interior do país. Quando a moça retorna ao Brasil, descobre que sua avó participava de cultos africanos e decide investigar essas manifestações.

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O título já diz muito sobre essa co-produção entre México e Brasil, dirigida e co-roteirizada por Carlos Bolado (Promessas de um Novo Mundo), e protagonizada por Alice Braga (Cidade Baixa) e Diego Luna (E Sua Mãe Também). O longa, ao menos, é ousado em fazer um filme para jovens, cujo tema central é o misticismo tão comum nos dois países.

Em sua primeira metade, em terras mexicanas, o filme é um road-movie, quando os dois jovens se conhecem e Dolores (personagem de Alice) não pode voltar para os EUA, onde estuda, porque perde seu passaporte. Ela acaba conseguindo ajuda de Damián (Luna), um repórter que lhe dá carona. Em sua viagem, os jovens entram em contato com manifestações religiosas típicas do México.

De volta ao Brasil, Dolores descobre que sua avó participava de cultos afro-brasileiros, e começa a se interessar por essas manifestações também. Bolado mostra-se mais um observador respeitoso do que curioso dos rituais. Tudo é filmado com um certo distanciamento e deslumbre frente às manifestações da cultura e religião popular.

A religião e o romance se misturam cada vez mais no último ato de Só Deus Sabe, quando um melodrama insiste em tomar conta da trama. Bolado consegue manter o nível enquanto o filme está no México, mas perde a mão quando desembarca em terras brasileiras (com cenas rodadas em São Paulo e Bahia). Não consegue se salvar nem no fim, que é macumba para turista – literalmente.

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