18/07/2026
Drama

O Violino

México, década de 70. Um grupo de guerrilheiros é vítima de constantes abusos de militares. Quando alguns dos rebeldes são capturados, resta a um velho violinista, que não tem uma das mãos, infiltrar-se num acampamento militar. A sua música terá um papel fundamental.

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Premiado nos Festivais de Cannes (melhor ator na mostra Un Certain Regard) e Gramado (melhor filme latino-americano, melhor filme latino pelo júri popular, prêmio da crítica, ator e roteiro) o drama mexicano O Violino foi um dos grandes destaques da 30a Mostra de São Paulo em 2006 e acabou ganhando também o prêmio especial do júri, com uma menção para o protagonista, Don Angel Tavira.

No drama, a música e o violino são símbolos de resistência frente às adversidades políticas no México dos anos 70. O personagem central é um senhor com nome de filósofo grego, Plutarco (Tavira), que mesmo sem uma das mãos é um exímio violinista. Seu talento musical será fundamental na tentativa de infiltrar-se num acampamento militar.

Plutarco e sua família fazem parte de um grupo de guerrilheiros que lutam contra o regime de opressão. No entanto, parte do grupo foi presa pelos militares, inclusive a mulher do filho do violinista. A relação entre o personagem e um capitão é tensa e ao mesmo tempo terna – pois os dois dividem a paixão pela música.

Filmado inteiramente em preto-e-branco e com estilo próximo ao documental, o diretor e roteirista Francisco Vargas não faz concessões, criando um filme em que mistura crueldade e sonho. Algumas vezes, um quê de realismo mágico invade a trama através das histórias contadas pelos personagens.

O premiado Don Angel Tavira foi tema de um documentário de 2004 realizado pelo mesmo diretor. O roteiro do filme parece existir por causa dele, tudo gira em torno de sua figura. O ator é músico profissional, mesmo tendo perdido a mão aos 13 anos de idade. Isso é mencionado no filme, mas não tem muita importância na narrativa.

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