No drama, a música e o violino são símbolos de resistência frente às adversidades políticas no México dos anos 70. O personagem central é um senhor com nome de filósofo grego, Plutarco (Tavira), que mesmo sem uma das mãos é um exímio violinista. Seu talento musical será fundamental na tentativa de infiltrar-se num acampamento militar.
Plutarco e sua família fazem parte de um grupo de guerrilheiros que lutam contra o regime de opressão. No entanto, parte do grupo foi presa pelos militares, inclusive a mulher do filho do violinista. A relação entre o personagem e um capitão é tensa e ao mesmo tempo terna – pois os dois dividem a paixão pela música.
Filmado inteiramente em preto-e-branco e com estilo próximo ao documental, o diretor e roteirista Francisco Vargas não faz concessões, criando um filme em que mistura crueldade e sonho. Algumas vezes, um quê de realismo mágico invade a trama através das histórias contadas pelos personagens.
O premiado Don Angel Tavira foi tema de um documentário de 2004 realizado pelo mesmo diretor. O roteiro do filme parece existir por causa dele, tudo gira em torno de sua figura. O ator é músico profissional, mesmo tendo perdido a mão aos 13 anos de idade. Isso é mencionado no filme, mas não tem muita importância na narrativa.
