06/06/2026
Drama

A Pele

Diane Arbus é assistente de seu marido que é fotógrafo de moda. Porém, um novo vizinho no andar de cima desperta sua curiosidade. Ele tem uma estranha doença que faz crescer cabelo em todo o seu corpo. O relacionamento dos dois faz com que surja uma urgência na vida da mulher em se tornar uma fotógrafa, e em sua obra começa a registrar tipos estranhos.

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A direção de A Pele é de Steven Shainberg, que com Secretária (2003), colocou no centro de um filme um casal sado-masoquista e encarou o relacionamento dele como algo normal. Aqui, novamente, ele não busca o que há de estranho na arte e no mundo de Diane, mas o que seduziu a fotógrafa e ‘desviou’ o seu caminho do convencionalismo.

Diane acabou se matando aos 48 anos, no início dos anos 70. Tomou uma alta dose de barbitúricos, e, para ter certeza de que nada daria errado, também se cortou os pulsos. O filme não chega tão longe, e não se propõe a ser uma cinebiografia, mas busca a relação entre a arte e o fetiche. Para isso, transforma a fotógrafa numa fetichista que encontra prazer no estranho – em especial em Lionel.

Essa relação de amor, desejo e fetiche produz imagens que, tal qual a obra de Diane, seduz e causa repugnância ao mesmo tempo. A relação entre a fotógrafa e Lionel caminha por vias estranhas também. A Pele não busca respostas, mas ensaia explicações, o que muitas vezes diminui a sua beleza e força, e cai em momentos desnecessários. A vantagem é que o diretor Shainberg investiga – embora não muito a fundo – um assunto fascinante, e tem como protagonista uma atriz sem medo de ir a fundo.

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