O tema central do longa é o rito de passagem do personagem de Rupert, Ben, para a vida adulta. O jovem cresceu num ambiente familiar e repressor, tendo pouca atenção dos pais e quase nenhum amigo. Quando criança, não saia para brincar, mas passava os dias assistindo a aulas de estudo da bíblia.
Seguindo a sugestão de sua mãe, o rapaz começa a trabalhar com Evie Walton (Julie), uma estrela do passado, que agora vive presa em sua fama que não existe mais e fazendo excentricidades. Ela acaba o levando para um festival em Edimburgo, onde o rapaz conhece uma garota de sua idade, com quem acaba se envolvendo.
Começa uma batalha pela atenção de Ben entre a mãe (vivida por Laura Linney) e Evie. A ex-atriz quer que o rapaz a leve de carro para todos os lados, embora ele ainda esteja apenas aprendendo a dirigir. O comportamento estranho da personagem faz com que o garoto sempre se sinta constrangido em público, e ela adora fazer isso.
Aos poucos, Evie percebe que Ben precisa muito mais do que aulas de direção. Ele precisa aprender a como lidar com a vida, a como romper com o repressor ambiente familiar e encontrar seus próprios interesses.
O roteiro, escrito pelo também diretor Jeremy Brock, é baseado em suas próprias experiências de vida. Ele também é filho de um pastor, e na adolescência trabalhou com uma lendária atriz.
Embora o protagonista do filme seja Rupert, quem rouba a cena é Julie Walters no papel da atriz que parou no tempo e não compreende a modernidade. Fechada em suas glórias passadas, ela acha até que recebeu o título de ‘dama’ – mas isso nem é verdade. A relação entre os dois personagens consegue ser tocante e cômica ao mesmo tempo.
