Mestre Bimba é uma das figuras mais importantes da capoeira, que chegou até a receber o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal da Bahia, na década de 1990. Ele foi o criador de um tipo de capoeira conhecido como Regional, que engloba elementos de artes marciais. Esse estilo foi responsável pela popularização do esporte, que até então era tido como algo marginal.
O documentário, dirigido por Luiz Fernando Goulart, tenta destacar a importância do Mestre Bimba e o seu legado – sem deixar de lado uma espécie de radiografia cultural do Brasil. Para isso, conta com depoimento de antropólogos, historiadores e capoeiristas – mas nunca supera os limites da exaltação.
É certo que o filme precisa apresentar quem foi e qual a importância do Mestre Bimba, e assim acaba contando a sua história – mas, muitas vezes o documentário se resume apenas a isso. O que levanta uma questão sobre a leva de documentários que chegaram ao cinema brasileiro nos últimos tempos: são realmente filmes para cinema, ou produções cairiam melhor na televisão?
Embora esforçado, Mestre Bimba nunca foge do estilo didático que insere algumas curiosidades aqui e ali ao longo de seus 80 minutos. A informação mais interessante está logo no começo, lembrando que a capoeira era um crime passível de punição e sinônimo de instrumento contra o branco dominador. Bem diferente de hoje, quando academias caras dão aulas de capoeira a qualquer pessoa em busca de melhorar seu gingado.
