Uma vez que a trama não apresenta nenhuma novidade, seria de se esperar que No Calor do Verão compensasse no campo das imagens, mas isso nem acontece. O longa é uma história de amor que ensaia chegar às últimas conseqüências, mas se segura no final.
A Lolita da vez é Camille, interpretada por Isild Le Besco (pouco conhecida no Brasil, mas muito famosa na França). A moça passa as férias de verão com os pais num acampamento e divide o tempo entre namorar um funcionário do camping e brigar com as pessoas. Isso até a chegada de Blaise (Denis Lavant), o novo instrutor de vela.
Embora ele se mostre arredio no começo, a sexualidade pulsante de Camille começa a seduzi-lo até que ele faça as maiores loucuras pela menina. Aparentemente, o amor deles é sincero. Mas há complicações, como o fato de a menina ser muito jovem, Blaise ser casado e ter um filho pequeno.
Escrito e dirigido por Christophe Ali e Nicolas Bonilauri, No Calor do Verão é um exercício vazio de cinema. Com personagens displicentes e uma direção pouco inspirada, o longa joga todo o seu peso nas costas dos dois atores centrais. Eles, por sua vez, não encontram muito o que fazer, apesar de nitidamente esforçados.
