A loja, como entrega o título, é um lugar mágico, onde brinquedos ganham vida e as crianças se divertem com animais de pelúcia que andam de um lado para outro, sem medo. O proprietário tem 243 anos e acha que está na hora de finalmente se aposentar. A sua sucessora seria a gerente do local Molly (Natalie Portman, de V de Vingança).
Porém, ela não tem certeza de que é a pessoa mais indicada para o cargo. Insegura, a jovem não sabe se quer essa responsabilidade. Antes, ela foi uma pianista promissora, mas sua carreira não decolou, provocando frustração.
Entra em cena o contador Henry (Jason Bateman, de Separados Pelo Casamento), a quem o Sr. Magorium chama de Mutante. O rapaz veio fazer uma auditoria de todos os brinquedos para tentar organizar 114 anos de bagunça nos livros de contabilidade. Quando essa ordem finalmente é instalada, a loja sofre uma mudança misteriosa: tudo fica acinzentado. Os brinquedos estão lá, mas tornaram-se silenciosos e sem vida.
Para recuperar o brilho e a alegria do lugar, Molly, Henry e o pequeno Eric (Zach Mills, de “Hollywoodland – Os Bastidores da Fama”) deverão buscar alguma coisa dentro de si mesmos.
A idéia do diretor e roteirista Zach Helm não tem maiores novidades. Mas a forma como lida com o material dá vigor ao filme, que dialoga melhor com as crianças do que com os adultos. Entre os temas que aborda, estão a celebração da vida e a aceitação da morte como mais uma fase da existência humana.
