04/06/2026
Infantil Fantasia Comédia

A Loja Mágica de Brinquedos

O Sr. Magorium (Dustin Hoffman) tem mais de 200 anos e há pouco mais de 100 é dono de uma loja onde os brinquedos ganham vida. Cansado do trabalho, ele pensa em se aposentar. Mas, para isso, deve preparar a gerente Molly (Natalie Portman) para assumir o seu lugar.

post-ex_7
Ao transformar a realidade em fantasia, o cinema tem criado espaço para que lugares encantados possam existir. Foi assim com Willie Wonka em A Fantástica Fábrica de Chocolate, de Tim Burton, e é também o que acontece com o Sr. Magorium (Dustin Hoffman) e sua empresa nesta aventura voltada para o público infantil.

A loja, como entrega o título, é um lugar mágico, onde brinquedos ganham vida e as crianças se divertem com animais de pelúcia que andam de um lado para outro, sem medo. O proprietário tem 243 anos e acha que está na hora de finalmente se aposentar. A sua sucessora seria a gerente do local Molly (Natalie Portman, de V de Vingança).

Porém, ela não tem certeza de que é a pessoa mais indicada para o cargo. Insegura, a jovem não sabe se quer essa responsabilidade. Antes, ela foi uma pianista promissora, mas sua carreira não decolou, provocando frustração.

Entra em cena o contador Henry (Jason Bateman, de Separados Pelo Casamento), a quem o Sr. Magorium chama de Mutante. O rapaz veio fazer uma auditoria de todos os brinquedos para tentar organizar 114 anos de bagunça nos livros de contabilidade. Quando essa ordem finalmente é instalada, a loja sofre uma mudança misteriosa: tudo fica acinzentado. Os brinquedos estão lá, mas tornaram-se silenciosos e sem vida.

Para recuperar o brilho e a alegria do lugar, Molly, Henry e o pequeno Eric (Zach Mills, de “Hollywoodland – Os Bastidores da Fama”) deverão buscar alguma coisa dentro de si mesmos.

A idéia do diretor e roteirista Zach Helm não tem maiores novidades. Mas a forma como lida com o material dá vigor ao filme, que dialoga melhor com as crianças do que com os adultos. Entre os temas que aborda, estão a celebração da vida e a aceitação da morte como mais uma fase da existência humana.

post