Entram em cena Jessica Lange, Kathy Bates e Joan Allen no papel de três amigas que precisam pegar a estrada para entregar as cinzas do marido de uma delas à filha dele e deixar suas frustrações para trás – de preferência, sentadas no sofá de casa.
O roteiro – assinado por Daniel D. Davis – parece ter sido escrito por um programa de computador. As atrizes parecem interpretar personagens baseadas nelas mesmas. Jessica é orgulhosa, mas frágil; Kathy, divertida e honesta; e Joan, a reprimida.
A personagem de Jessica, Arvilla, acaba de perder o marido e vai levar as cinzas para a filha dele (Christine Baranski), que ameaça vender a casa se não o fizer. Para não ir sozinha, suas amigas também embarcam na viagem, feita num Bonneville (daí o título original) de 1966. Cada uma delas vai descobrir algo novo que mudará sua forma de encarar a vida.
Certamente há bons momentos nas performances do trio, mas isso não é o bastante para dizer que o resultado seja cinematográfico. Falta ao diretor Christopher N. Rowley uma percepção mais aprofundada da dinâmica da vida e da perda para trazer alguma profundidade. Algo que, por exemplo, Sarah Polley fez muito bem em seu Longe Dela, que também é protagonizado por personagens maduros.
