04/06/2026
Terror Comédia

Matadores de Vampiras Lésbicas

Um rapaz convida o amigo gorducho para passar uma temporada no campo para esquecer o fora que levou da namorada. No entanto, a dupla acaba num vilarejo tomado por uma antiga maldição, onde as moças se tornam vampiras ao completar 18 anos.

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Sempre que há algum tema em voga no cinema, basta esperar um par de meses para que apareçam produções para debochar dele. Neste caso, trata-se da sucessão de obras vampirescas na literatura, televisão e cinema, em que True Blood e Crepúsculo são apenas alguns exemplos.

Escrito pelos roteiristas Paul Hupfield e Stewart Williams (da MTV inglesa), Matadores de Vampiras Lésbicas é um exemplo típico: com um título poderoso, ridiculariza todas as referências possíveis do gênero. Como aconteceu em Todo Mundo Quase Morto (2004), que caçoava de zumbis, esta produção destila um poderoso humor juvenil sobre essas criaturas que, há muito tempo, aterrorizavam espectadores.

Tudo começa em um passado nebuloso, quando uma rainha vampira (lésbica), Carmilla (Silvia Colloca, de Van Helsing - O Caçador de Monstros) se envolve com a esposa do Barão Wolfgang MacLaren, na remota Cragwich, Inglaterra. Antes de ser assassinada, Carmilla roga uma maldição: quando completarem 18 anos, todas as moças do vilarejo se tornarão vampiras lésbicas.

Os séculos passam e encontramos os amigos Fletch e Jimmy (James Corden e Mathew Horne, dupla-coqueluche da BBC). Enquanto o primeiro é um romântico, apaixonado pela namorada que já o esnobou oito vezes, Jimmy é um beberrão tagarela, que só pensa em sexo – uma espécie de Seth mais velho, o personagem gordinho interpretado por Jonah Hill, em Superbad – É Hoje.

Para esquecer seus problemas, os amigos marcam uma viagem pelo interior do país, com passagem por Cragwich, onde encontram um grupo de cinco lindas garotas, por quem irão se apaixonar. O que o grupo não sabe é que acabam de entrar em um ninho de vampiras lésbicas.

Como desde o começo já se sabe que Fletch é um descendente distante do Barão (ambos interpretados por Corden), entende-se que ele é o único que pode impedir a volta de Carmilla. Um pretexto para incluir uma lista de profecias, rituais e magias, tão caros aos filmes de terror B.

Phil Claydon, o diretor do filme, chegou a dizer que sua produção é inspirada nos clássicos da produtora inglesa Hammer Films, que se tornou famosa pelas novas versões de Frankenstein e Drácula, nos anos 50. Essas produções colocaram Peter Cushing e Christopher Lee no caminho anteriormente percorrido por Boris Karloff e Bela Lugosi. Mas a afirmação do diretor é um evidente exagero.

Como deboche, Matadores de Vampiras Lésbicas serve ao seu público, inquestionavelmente adolescente, faminto também por diversão digestiva. O filme, possivelmente em tom de piada, já dá indícios de uma continuação: os matadores de lobisomens gays. Para rir.

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