Chega a ser curioso que o sucesso da franquia Atividade Paranormal, aparentemente, conseguiu subverter o que parecia praxe no gênero de terror americano nas últimas décadas: importar histórias do oriente. No contrafluxo de produções como O Chamado, O Grito, O Olho do Mal e Espelhos do Medo, refilmagens de êxitos asiáticos, finalmente os EUA conseguem emplacar um roteiro no outro continente.
Quando foi lançado naquele ano, a um custo de US$ 11 mil (os atores receberam US$ 500 de cachê), o bom argumento, as comparações com A Bruxa de Blair, de cuja fonte bebe, e a assustadora campanha viral na web ajudaram o filme a render mais de US$ 184 milhões. Tudo isso, com apenas uma câmera gravando o que acontecia no quarto (assombrado) do casal protagonista durante a noite.
Com os altos rendimentos veio a sequência, Atividade Paranormal 2, que só no fim de semana de estreia, nos EUA, arrecadou mais de US$ 41 milhões e deu gás para um terceiro filme, que chega aos cinemas ainda este ano. Talvez, neste último, o espectador saiba o que finalmente aconteceu com a possuída personagem Katie (Katie Featherston), que desaparece após a morte de seu namorado.
No entanto, a versão nipônica, como se vê no meio do filme, está mais para clone da produção americana, do que propriamente uma refilmagem. A jovem Haruka (Noriko Aoyama) acaba de chegar dos Estados Unidos, onde sofreu um acidente – envolvendo Katie – que a fez quebrar suas duas pernas. Seu irmão Koichi (Aoi Nakamura), que acaba de comprar uma câmera, grava a chegada da irmã e os estranhos fenômenos que a acompanham.
Com medo de que a casa esteja assombrada, o casal de irmãos passa a filmar os espaços da casa enquanto dormem. A partir daí, eles começam a experimentar as mais sombrias ameaças invisíveis, principalmente quando objetos e Haruka são empurrados e levantados por supostos espíritos como bolas de futebol.
