Desde muito jovem Mizer sente fascinação pelo corpo masculino. Depois de vários assim chamados "estudos" ainda na década de 40, no início dos anos 50 funda a AMG e várias revistas de fisicultura, com ajuda financeira de sua mãe. As revistas, com fotos de homens musculosos e saudáveis, eram um culto à beleza e à forma física e, como forma de driblar a severa censura daqueles anos, vinham acompanhadas de artigos que procuravam incentivar os jovens americanos a "cuidar do corpo".
Jovens recém-chegados a Hollywood eram recrutados para sessões de fotografias. Encontravam na casa-estúdio de Bob ajuda para sobreviver enquanto não conseguiam convites para o cinema. Numa atmosfera homoerótica, as sessões fotográficas e as filmagens eram conduzidas entre brincadeiras e banhos de piscina.
Entre os vários depoimentos, vemos Joe Dallesandro, um ícone sexual que trabalhou em filmes famosos de Andy Warhol, e Paul Morrissey (Trash, Heat, Andy Warhol's Frankenstein), além do famoso Paixão Selvagem (Je t'Aime, Moi Non Plus) ao lado de Jane Birkin, e que começou sua carreira posando para Bob Mizer. No começo dos anos 60, Mizer e outros fotógrafos foram acusados de promover a prostituição masculina em Los Angeles, pois as revistas eram vistas como catálogos que permitiam à comunidade homossexual escolher seus parceiros. Após o processo e um período na prisão, Bob Mizer volta a publicar suas revistas, mas já sem tanto sucesso, até a sua morte em 92.
No início, o diretor declara que pouco sabe sobre o retratado, o que muitos da platéia podem concordar no final. Os bons e engraçados momentos do filme poderiam ser condensados num curta, ou no máximo, um média-metragem. O resultado final poderia ser bem superior.
