04/06/2026
Terror Comédia

Como sobreviver a um ataque zumbi

Os adolescentes Ben, Carter e Augie são três escoteiros que passam a sofrer com a rejeição por serem os únicos de sua escola. Porém, depois de uma fracassada noite de acampamento, descobrem que sua cidade foi palco de um ataque zumbi. Agora, deverão usar tudo o que aprenderam nas aulas de escotismo para sobreviver.

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A comédia adolescente Como Sobreviver a um Ataque Zumbi lembra muito sucessos como Kick-Ass (2010) e Superbad – É Hoje (2007) pela sua completa falta de censura. Dirigida e roteirizada por Christopher Landon, conhecido pela franquia Atividade Paranormal, a produção é sexista, recheada de palavrões, hiper-violenta e abusa da escatologia, ao mesmo tempo em que é uma paródia aos filmes de mortos-vivos.
 
Esses elementos, combinados de forma um tanto anárquica na narrativa, exploram o humor negro – e sua incorreção – a partir de estereótipos já muito trabalhados sobre o adolescente americano. Aqui, incorporados pelos três escoteiros Ben (Tye Sheridan), Carter (Logan Miller) e Augie (Joey Morgan), cada um com um perfil perfeitamente identificável desde o cinema americano das décadas de 1980 e 1990, às quais Landon se referencia.

Na história, o pacífico Ben e o sexualizado Carter percebem, pouco antes de entrar no último ano do ensino médio, que o escotismo é suicídio social. Visão que não é compartilhada pelo corretíssimo Augie, que vê no grupo uma unidade para a vida inteira, não apenas de amizade, mas também de ideologia.

O fato é que, na noite em que acampam na floresta para que Augie seja condecorado com a medalha máxima dos escoteiros, a cidade onde vivem foi palco de uma epidemia zumbi. A trama, portanto, centra-se no enfrentamento dos zumbis, quando o trio recebe a ajuda da stripper Denise (Sarah Dumont), e na operação de salvamento da irmã de Carter, Kendall (Halston Sage), paixão de Ben, que está em uma festa, sem saber o que ocorre do lado de fora.

Com ritmo frenético, que se apóia em um roteiro bastante juvenil co-escrito por Carrie Lee Wilsone e Emi Mochizuki, a produção diverte pelas situações-limite impostas aos personagens, que beiram o ridículo. Como é o caso da quase nonagenária veterana Cloris Leachman, no papel de uma zumbi sem dentes que, ao tentar morder Carter, só consegue lamber suas nádegas.

Esse humor, atrelado pela trilha sonora ultra-pop – o filme começa com o ator e comediante Blake Anderson dançando sensualmente” a música Black Widow, de Iggy Azalea e Rita Ora –, e o abuso (proposital) de clichês (seja do gênero do terror, seja de comédia), dão leveza ao caráter violento do que se vê na tela. Para efeito comparativo, é como fundissem os roteiros de Todo Mundo Quase Morto (2004) e Superbad – é Hoje.

Incorreta em qualquer ponto que se olhe, esta comédia parece uma grande bobagem. Mas é inegável que, para quem gosta desse tipo de humor, ela funciona em muitas dimensões, a começar pelo excelente trabalho do trio de protagonistas e as piadas referenciais que Landon insere nesta história, que não inova, mas diverte. 
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