03/06/2026
Documentário

Argentina

Documentário percorre alguns dos ritmos populares e folclóricos da Argentina, como o chamamé, as coplas, zambas, chacareras e malambos. Músicos e dançarinos revezam-se em cena ou apresentam-se em números conjuntos.

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Diretor conhecido por sua intimidade com a música, a partir do flamenco – sobre o qual produziu Bodas de Sangue (81), Carmem (83), Amor Bruxo (86) e Flamenco (95) –com uma incursão até pelo lusitano fado (Fados, 2007) -, o aragonês Carlos Saura volta-se agora para os ritmos populares e folclóricos argentinos. Descortina, para não conhecedores, um universo musical inesperado e riquíssimo, que mostra que a Argentina é muito mais do que o tango.
 
Ao longo de uma hora e meia, os espectadores entrarão nas batidas do chamamé (marcado por influências polonesas e ucranianas), coplas (inspiradas nos trovadores europeus), zambas, malambos e chacareras. Por meio desses belos números musicais, alguns compartilhados também por dançarinos, pode-se vislumbrar a diversidade de influências do cenário musical argentino, notando-se a presença indígena num uso frequente de pequenos tambores.
 
A uma refinada gama de músicos – como Pedro Aznar, Juan Falú, Marián Farías Gómez, Gabo Ferro, Liliana Herrero e Horacio Lavandera, entre muitos outros – somam-se também duas homenagens in memoriam, aos indispensáveis Mercedes Sosa e Atahualpa Yupanqui, vistos em imagens de arquivo. Os números de dança estão a cargo do Ballet Nuevo Arte Nativo de Koki & Pajarín Saavedra, de Buenos Aires.
 
Como sempre, Saura procura variações de cenário, buscando sair da monotonia visual. Assim, acompanha alguns de seus personagens nos bastidores, mostra-os preparando-se, conversando, discutindo seus próximos passos, injetando de vida o desempenho da arte – e lembrando como o melhor dela nasce de toda essa transpiração.
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