O filme trata das verdadeiras famílias que se formam durante o processo de filmagem e que se desfazem no final do trabalho. Retrata o dia-a-dia nessas comunidades artificiais, em que pessoas com histórias de vida diferentes convivem praticamente sem privacidade durante semanas a fio.
Mas Ferrand não é um diretor de filmes ambiciosos e sim um técnico apaixonado pelo processo - os efeitos especiais, a química entre os atores, a rotina de filmagem, a vida no set -, pela mágica por trás das câmeras.
Quando visitantes do mundo real chegam (maridos, amantes, banqueiros, jornalistas), recebem uma cadeira de direção para sentar e observam a ação sem, de fato, compreender nada do que ali se passa.
O filme é uma antologia de anedotas dos sets de filmagem. Pode-se reconhecer todos os tipos: o jovem, inexperiente e apaixonado Alphonse (Jean-Pierre Leaud), a diva alcoólatra Severine (Valentina Cortese), a estrela romântica sexy Julie (Jacqueline Bisset) e o astro maduro que finalmente está aprendendo a lidar com sua homossexualidade, Alexandre (Jean-Pierre Aumont). O cenário é completado pelos funcionários como coadjuvantes.
O filme é narrado pelo personagem de Truffaut que, como revela num sonho, desejava ser um Orson Welles quando jovem, mas agora se contenta em estar no mesmo ramo de atividade.
