04/06/2026
Terror Ação

Invasão Zumbi 2: Península

Quatro anos depois de fugir da Coreia tomada por zumbis e se exilar em Hong Kong, um soldado recebe uma proposta irrecusável: voltar ao seu país e recuperar 20 milhões de dólares que estão num caminhão abandonado.

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Invasão Zumbi, de 2016, apesar do título genérico que ganhou no Brasil – o internacional traduzia-se como Trem para Busan, sendo Busan o local onde as pessoas estariam protegidas do ataque de zumbis – era original, trazia frescor para o gênero e adicionava a tudo isso um tipo de comentário social que o cinema de gênero coreano tem se mostrado capaz de fazer. Invasão Zumbi 2: Península, no entanto, deixa tudo isso de lado e embarca numa série de clichês e perseguições que não fazem justiça ao que o original se propunha.
 
Esse terceiro exemplar da trilogia – há uma prequel também de 2016, em forma de animação –, como os outros dois, foi escrito e dirigido por Sang-ho Yeon e se passa quatro anos depois dos eventos narrados no filme anterior. Agora, a península coreana está tomada por zumbis, num estado de lockdown permanente. O herói do filme, Jung-seok (Gang Dong-won), depois de perder a irmã e o sobrinho contaminados no prólogo, quando estão fugindo, está exilado em Hong Kong e recebe uma proposta: voltar para Seul e ajudar seu cunhado (Kim Do-yoon) a recuperar 20 milhões de dólares esquecidos num caminhão, na cidade tomada por zumbis.
 
Chegando lá, os dois acabam se separando e Yeon acaba salvo por uma mulher que participa de uma comunidade não-contaminada, Min-jung (Lee Jung-hyun), conhecida como Unidade 631, liderada por Hwang (Kim Min-jae). Para diversão, eles assistem humanos se digladiando com mortos-vivos. A combinação toda resulta numa mistura entre filmes de zumbis, filmes de roubo e aventura à la Mad Max, sem fazer justiça a nenhum dos gêneros.
 
O que havia de perfeição em Invasão Zumbi – o desenvolvimento dos personagens, a trama, a narrativa, o ritmo –, aqui vira barulho alto e explosões. Os personagens são sem graça e pouco convincentes, a trama, idem, e o filme, mais longo do que merece. Tudo caminha para um final previsivelmente emotivo, que soa gratuito e forçado.
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