Lucicreide, criação de Fabiana Karla, participou do televisivo Zorra Total de 1999 a 2015. Agora a atriz encarna novamente a personagem na comédia Lucicreide vai pra Marte. A oportunidade de uma viagem interplanetária acontece quando o filho de seu patrão, responsável pela escolha dos candidatos a uma vaga na missão, coloca acidentalmente um vídeo dela na seleção e ela acaba escolhida por representar a força e o trabalho do brasileiro.
Dirigido por Rodrigo Cesar, o filme acompanha as desventuras da protagonista em sua preparação no Cabo Canaveral. O mote é o bom e velho peixe fora d’água, com Lucicreide, uma figura inesperada num ambiente de alta ciência. Os momentos de humor são os mais óbvios, desde o problema com a incompreensão da língua inglesa até a disputa com a modelo esnobe (Adriana Birolli) que a hostiliza, e em cuja cara a protagonista vomita dentro de uma avião.
O roteiro, assinado por Cadu Pereiva, Chico Amorim e Dadá Coelho, não é lá muito criativo. A trama é um fiapo que serve de pretexto para amarrar momentos cômicos, quase como esquetes de um programa televisivo. O ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, serviu de consultor e interpreta uma espécie de cicerone dos outros brasileiros na NASA, explicando o funcionamento do lugar e da missão para Marte. Lucicreide, por sua vez, com seu bom coração e ingenuidade transforma a vida dos outros concorrentes.
Durante o treinamento, Lucicreide tem sonhos que remetem à clássicos da ficção científica, como Star Wars e Alien – O oitavo passageiro, nos quais o longa satiriza esses filmes. Esses são os melhores momentos, embora sejam referências que talvez fiquem perdidas.
