04/06/2026
Infantil Fantasia Aventura

DPA 3 - Uma Aventura no Fim do Mundo

O trio de jovens detetives do Prédio Azul têm uma nova missão depois que o porteiro Severino encontra metade um amuleto que o transforma em bruxo. Enquanto tentam encontrar a outra parte que o salvará, uma bruxa malvada e sua filha adolescente também buscam a mesma coisa.

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A terceira incursão dos jovens detetives do Prédio Azul no cinema, D.P.A. 3 – Uma Aventura no Fim do Mundo abraça a magia sem dó nem pudor. É praticamente um mergulho num universo à la Harry Potter, de olho no público ainda ávido por isso – haja vista o sucesso do recente Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore. Com direção de Mauro Lima, talvez esse seja o longa da franquia mais distante de suas origens – mas, de qualquer forma, tecnicamente, é bem caprichado.
 
Novamente, Letícia Braga, como Sol, Anderson Lima, como Bento, e Pedro Motta, como Pippo, lideram a ação, agora ao lado de Berenice (Nicole Orsini), uma jovem feiticeira do bem, sobrinha-neta de Leocádia (Claudia Netto) e Theobaldo (Charles Myara) – também moradores do Prédio Azul.
 
A trama começa quando Severino (Ronaldo Reis) encontra metade de um amuleto que começa a tomar conta dele, transformando-o num bruxo do mal. Para acabar com a maldição e salvá-lo,  é preciso encontrar a outra parte e reconstituir o objeto.
 
As novas personagens que entram em cena aqui são Duvibora (Alexandra Richter) e sua filha adolescente Dunhoca (Klara Castanho), que estão em busca do mesmo amuleto para adquirir poderes para dominar o mundo. Então, começa uma espécie de competição em busca do objeto para ver qual grupo o encontra primeiro.
 
O filme traz uma série de participações de famosos, como Alinne Moraes, fazendo uma bibliotecária, Rafael Cardoso, um piloto de avião, e Lázaro Ramos, o que há de melhor no longa, como um mago dono de uma fábrica de doces – algo que remete a Willy Wonka.
 
A aventura levará o jovem quarteto, além das bruxas que os perseguem, ao extremo-sul do continente, onde contarão com a ajuda dos Detetives da Casa Laranja, uma espécie de versão argentina dos nossos detetives nacionais. Com essa viagem, além da mudança de cenário, coberto de neve, o filme muda também de tom, tornando-se um pouco mais introspectivo.
 
Apesar do trio central já estar um tanto crescidinho para os personagens, que são mais infantis, eles ainda seguram o filme com graça e sagacidade. As personagens novas também trazem ganhos à aventura, com uma piscadela no final que sugere que vieram para ficar – embora não faça muito sentido que Dunhoca, bruxa ou não, fique tanto tempo no Facebook (ou Facebruxa, que seja) - uma vez que praticamente adolescente nenhum mais use essa rede social.
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