08/06/2026
Drama Comédia

Mentes Extraordinárias

Louis é um agente funerário e Igor um entregador de quitanda com dificuldades motoras de fala, mas que adora citar filósofos famosos. Depois de um acidente, nasce uma amizade inusitada entre eles, que fazem uma viagem ao sul da França no carro funerário.

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O título original do francês Mentes Extraordinárias é Presque (Quase), e é a maneira como um dos personagens, interpretado pelo filósofo suíço Alexandre Jollien, refere-se a si mesmo. Com dificuldades motoras e de fala, por complicações no parto, que lhe causaram paralisia cerebral, ele diz que é “quase normal”. É esse desprendimento que chama mais a atenção nessa comédia protagonizada e dirigida por ele e Bernard Campan.
 
Muito da própria experiência de Jollien, certamente, é trazida para o personagem, chamado Igor – como ter passado a infância e adolescência numa instituição especializada, internado pela família. Porém, ao contrário do ator, Igor não é formado em filosofia e trabalha como entregador numa quitanda. Até que um dia é atropelado em sua bicicleta pelo carro de Louis (Campan), um agente funerário.
 
É daí que nasce a amizade inusitada nesse road movie pouco criativo, mas que tira seu proveito do carisma de Igor que, ao contrário de Jollien, está descobrindo o mundo agora. No carro funerário, a caminho de Cevanas, na França, para onde levam o corpo de uma mulher para ser enterrada.
 
O princípio do filme é bem básico. Louis e Igor são opostos. O agente funerário, que se dedicou a vida toda a um trabalho que nunca escolheu, mas herdou do pai, negligenciou seu lado pessoal: nunca se casou, não tem amigos e tudo se resume ao trabalho. O outro, por sua vez, é otimista e sempre tem uma citação filosófica para animar a situação. 
 
A cumplicidade entre Campan e Jollien é clara, assim como a tendência de humanizar de forma leve as situações, resultando num filme simpático, mas previsível e um pouco raso. De qualquer forma, acaba sendo uma celebração do otimismo e do talento de Jollien.
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