04/06/2026
Terror

A maldição - Despertar dos mortos

Im Jin Hee é uma jornalista investigativa independente que se interessa por assuntos de ocultismo. Ela recebe uma ligação, durante um programa de rádio, de um homem dizendo que cometerá um crime. E descobre que uma série de assassinatos são cometidos por cadáveres que voltam à vida. Mas quem está controlando esses mortos?

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Um assassino, numa ligação a um programa de rádio, dá todas as coordenadas do seu próximo crime, facilitando para a polícia prendê-lo antes de matar a vítima. O único problema é que ele já está morto. Assim como vários outros criminosos de A Maldição – Despertar dos mortos. O filme, apesar do título apelativo, é mais um suspense do que terror, com uma espécie de feiticeiro que usa cadáveres como títeres para seus crimes.
 
Dirigido por Kim Yong-wan, o longa acaba se perdendo na trama mirabolante de seu exército de cadáveres assassinos. Derivado da série The Cursed, da Netflix, o longa traz novamente a jornalista investigativa Im Jin Hee (Uhm Ji-won) e a jovem feiticeira Baek So Jin (Jung Ji-so) tentando descobrir quem está manipulando os mortos.
 
Esse assassino começa matando, no prólogo do filme, um funcionário de uma empresa farmacêutica, e promete também assassinar os três principais executivos da empresa. Qual o motivo? Será essa a investigação de Im, que reencontra Baek, depois desta passar por uma espécie de peregrinação espiritual para se encontrar e entender seus poderes.
 
Trabalhando com um roteiro de Yeon Sang-ho (diretor de Invasão Zumbi), Kim se calca mais na ação do que nos personagens, que aparecem sem qualquer complexidade, facilmente descartáveis. Os efeitos especiais – principalmente na manada de zumbis assassinos – também são bastante competentes, mas, como narrativa, A Maldição – Despertar dos mortos se arrasta demais, valendo-se mais das cenas de perseguição de carro do que de algum clima.
 
É preciso, também, ter alguma familiaridade com a série, pois muita coisa é jogada na tela sem explicação – pois são elementos que já vêm do original. Assim, os leigos ficarão sem entender alguma parte da trama. Nesse sentido, com suas quase duas horas, o filme parece mais um episódio espichado até o limite, sem substância para tanto tempo.
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