03/06/2026
Drama

Ao seu lado

Mark é um jogador de rúgbi de um time da Divisão B, que vive bem com seu namorado, mas acaba se envolvendo com outro jogador, que namora um colega de time. O novo relacionamento, marcado pela paixão em comum pelo esporte, transforma suas vidas.

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A grande vantagem do drama inglês Ao seu lado é ter sido escrito e dirigido por uma pessoa que entende de seus dois temas: relacionamentos homoafetivos e rúgbi. Matt Carter, o diretor, é um técnico de rúgbi gay. A outra grande qualidade do filme é não estigmatizar o casal central: eles são gays e pronto, isso não é uma questão.
 
Mark (Alexander Lincoln) é um jogador de um time de rúgbi, os South London Stags, no qual todos são assumidamente homossexuais. Ele e seus colegas jogam na divisão B. Ele tem uma vida toda no lugar, vivendo com o namorado rico numa cobertura cara, mas acaba se envolvendo com um jogador do mesmo time, mas da divisão A, Warren (Alexander King).
 
A química entre os dois é incendiária e, não custa muito, estão na cama. O problema – ou um dos problemas – é que Warren tem um relacionamento sério com um colega de time de Mark, Richard (Alex Hammond). Instaura-se a crise e a questão de como viver esse amor.
 
Enquanto tentam descobrir uma forma de lidar com isso, continuam com seus encontros às escondidas. Ajuda também o fato do namorado de Mark passar boa parte do tempo viajando. É complicado, porém, esconder dos colegas de time o que está acontecendo.
 
Carter sabe a história que quer contar, e, claramente, fez um filme com muito carinho e dedicação, mas bastante comportado para os temas que aborda. É como se mantivesse as questões e temas comuns do cinema apenas colocando-as num relacionamento entre pessoas do mesmo sexo. Por um lado, isso é louvável exatamente por não transformar a sexualidade dos personagens num problema. Mas, por outro, está jogando com as mesmas regras e convenções da heteronormatividade. Esse é, e parece que será por um bom tempo, uma opção que cineastas devem escolher de como lidar com seus personagens homoafetivos.
 
É bem claro que Ao seu lado não quis ousar na forma para não espantar um público em potencial. Mais ousadia significaria, possivelmente, falar apenas com um nicho específico. Ainda assim, os injustificáveis 134 minutos de filme pesam, e muito. Uma montagem mais concisa traria mais força ao material que, em muitos momentos, gira em falso em torno dos mesmos temas de forma redundante.
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