O colorido vibrante da animação brasileira Mundo Proibido que domina a tela, estará presente o tempo todo, dando um tom futurista ao longa dirigido por Alê Camargo e Camila Carrossine. Seu protagonista é Fujiwara Manchester, personagem criado por Camargo na adolescência, protagonista de um conto de scifi nos anos de 1990, e, posteriormente, de uma série animada exibida na televisão.
O texto original serviu de base para o filme, que acompanha Fujiwara Manchester e sua namorada, Lydia, numa aventura em busca de um tesouro perdido. Ele é apresentado como o típico aventureiro, numa tradição de, digamos, Indiana Jones, entre tantos outros, e ela, uma mulher independente, dona de si mesma e de muitas habilidades físicas.
Ao encontrar um artefato misterioso, eles descobrem que isso é um mapa para um tesouro localizado num planeta desconhecido. Na jornada, conhecem a pequena Zi, que se junta a eles, e, assim, formam uma nova família. Dentro do grupo e em suas aventuras, cada um tem uma função. Nesse sentido, as personagens funcionam mais como tipos do que figuras humanas – uma estratégia comum em filmes para o público infantil e infanto-juvenil que funciona bem aqui.
Rica em detalhes visuais, essa animação nem sempre se encontra muito bem no quesito enredo, às vezes simplificando mais do que o necessário; outras vezes, confunde. Mas nada disso tira o brilho (literalmente) de seu visual caprichado, repleto de cores e luzes seguindo padrões estabelecidos pelo gênero scifi, e comprovando que a animação brasileira atingiu um nível bastante alto.
