30/07/2026
Suspense Ação

Operação Vingança

Charlie Heller é um afiado especialista em computação na CIA, especializado em descriptografar documentos e códigos secretos. Ele tem uma vida reservada e discreta, ao lado de sua mulher, Sarah. Mas um dia ela é morta numa viagem de trabalho, em Londres. Inconsolável, ele decide transformar-se no vingador contra os assassinos dela, contra os interesses de seus chefes. Nos cinemas.

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Depois do Oscar - conseguido em Bohemian Rhapsody (2018) na pele do roqueiro Freddie Mercury -, Rami Malek procura, como todo ator, um reposicionamento de carreira. Assim, partiu para a produção e reaparece neste suspense, Operação Vingança, interpretando Charlie Heller, um viúvo inconsolável que decide transformar-se de especialista digital em vingador contra os assassinos de sua amada esposa, Sarah (Rachel Brosnahan).

Não é a primeira vez que o romance de espionagem The Amateur, de Robert Littell, é adaptado para o cinema: a primeira vez foi em 1981, pelo diretor canadense Charles Jarrott. Nesta segunda versão, estão a bordo os roteiristas Ken Nolan e Gary Spinelli e o diretor é James Hawes.

Um destacado expert em computadores a serviço da CIA, especializado em quebrar códigos e outras atividades de gabinete, Charlie recebeu, poucos dias antes da morte da esposa num atentado em Londres, uma misteriosa coleção de arquivos de um contato secreto com quem costuma trocar informações, mas cuja identidade desconhece. Descriptografados, os arquivos revelam a Heller que seus superiores imediatos estão por trás de uma série de operações obscuras e criminosas, inclusive envolvendo aliados dos EUA. 

Esta informação acaba servindo a ele, na verdade, como uma moeda de troca. Charlie quer treinamento de elite para partir atrás dos assassinos de Sarah - que a CIA conhece, mas não quer capturar imediatamente, seguindo uma imensa gama de interesses cruzados. Mas é uma chantagem eficiente, tanto que seus chefes, Moore (Holt McCallany) e Caleb (Danny Sapani), entram no jogo, ao mesmo tempo que tentam descobrir onde ele escondeu as informações que os comprometem.

Assim, o franzino e introvertido Charlie acaba nas mãos de um coronel durão, Henderson (Laurence Fishburne, um tanto subaproveitado aqui). Ele treina o novato o quanto pode, com armas e tudo, mas apenas o suficiente para que o próprio Charlie descubra que ele não é bom o bastante nisso. Em compensação, continua afiado em suas manobras digitais, que lhe garantem a continuidade naquela que é agora a missão de sua vida.

Seja por questões de elenco, seja por questões de ritmo, o fato é que sobram inconsistências no filme, que parece ter sofrido muitas remontagens, a ponto de um ator como Jon Bernthal praticamente desaparecer na trama, depois de uma aparição inicial que sugeria o contrário. 

Bem que se poderia também investir bem mais nessa amoralidade latente das operações secretas da CIA, hoje de conhecimento geral, mas o filme se contenta com bem pouco - perseguições armadas ao redor de várias capitais do mundo, com o herói sendo perseguido por todos os lados e, milagrosamente, sendo capaz de continuar tendo dinheiro para sustentar todas as suas movimentações com identidades secretas que a CIA certamente teria como bloquear. Malek também não consegue reunir carisma o bastante para comover na pele deste viúvo tão inconsolável, que é visitado pelo fantasma da mulher em seu cotidiano instável. Pena que não se dê maior espaço a Laurence Fishburne também.

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