18/07/2026
Ação Drama

13 Dias, 13 Noites

Depois que o Talibã retoma o poder no Afeganistão, em agosto de 2021, uma equipe de segurança precisa evacuar a embaixada francesa no país. Para isso, uma tensa negociação irá ocorrer.

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Geopolítica é uma questão que muda rápido. Atualmente, o centro das ansiedades mundiais se dividem entre a Palestina e o Irã. Por isso, os acontecimentos retratados no drama francês 13 dias, 13 noites, situados em agosto de 2021, parecem um passado remoto. O enredo baseia-se no livro de memórias de Mohamed Bida, que foi adido-adjunto de segurança interna da embaixada da França em Cabul, quando o Talibã retomou o poder em agosto daquele ano. 

O filme começa exatamente no dia desse evento, e Mo (Roschdy Zem), como Bida é conhecido, toma a dianteira da proteção do embaixador e da evacuação de todos da embaixada para a França. O roteiro, assinado pelo diretor do longa, Martin Bourboulon e Alexandre Smia, enfatiza a urgência da história, assim como a eficiência e heroísmo de seu protagonista, mas não consegue desviar do excesso de clichês. 

Primeiro, ele bate de frente com o chefe de segurança da embaixada, Martin (Christophe Montenez), que autoriza a abertura dos portões para a entrada de diversas pessoas. Mas, para negociar com o Talibã a saída da embaixada, ele encontra apenas uma intérprete, Eva (Lyna Khoudri), que faz parte de uma ONG. 

Há, na outra ponta da narrativa, uma repórter de televisão empenhada em seu trabalho e que se arrisca para cobrir o que está acontecendo em Cabul. Dentro da narrativa, Kate (Sidse Babett Knudsen) tem a clara função de trazer explicações, esclarecimentos e as histórias de outras pessoas. 

Não há dúvida de que Bourboulon – que dirigiu o recente par de filmes sobre os Três Mosqueteiros – tem um interesse genuíno em compreender o conflito e a posição da França e sua embaixada em Cabul, mas nada disso o impede de tomar um caminho de filme hollywoodiano de ação.

Destaca-se o elenco que é, realmente, muito bom. Zem, com toda a seriedade que lhe é característica, coloca em cena a profundidade do personagem, que, por muito tempo no filme, é chamado apenas de Mo, até que descobrimos o nome dele e compreendemos as nuances que fazem parte dele. 

É uma pena que Bourboulon se entregue tão despudoradamente a facilitadores narrativos e de entendimento geopolítico, talvez na tentativa de colocar o público mais fácil e rapidamente ao seu lado. O custo disso é sacrificar a complexidade da situação pessoal e histórica que está ao centro de 13 dias, 13 noites.

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