18/07/2026
Drama

Edifício Bonfim

Três moradores do Edifício Bonfim enfrentam momentos de terror, em cenários diversos, envolvendo uma criatura infernal, uma bruxa e um experimento social maligno.

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É curioso que Edifício Bonfim tenha esse nome, sendo que o prédio mal é cenário do longa. Trata-se mais de um pretexto para a coincidência de lá morarem os protagonistas das três histórias que compõem o longa de Ligia Walper, que se passa em Florianópolis, como mostram as imagens de drone, à la Brasil Visto Por Cima, do começo do filme. 

O filme começa com uma reunião de condomínio para apresentar os personagens cuja conexão é morar no prédio. Na primeira história, a mais bem resolvida, um tenente da Polícia Militar (Sandro Maquel) é chamado para uma ocorrência urgente. Uma jovem (Marina Meirelles) é refém de um sequestrador e, quando finalmente o policial invade o local onde ela está, encontra uma criatura bizarra, como um humano sem pele, apenas com os músculos à mostra, interpretada por Wellington Moraes.

No segundo episódio, Daniela (Gabi Petri) é obrigada a participar de uma trilha com sua equipe de trabalho, filmando uma suposta bruxa (Patricia Soares). Depois, coloca o vídeo na internet e este viraliza, mas lhe acarreta péssimas consequências. Por fim, a última história é protagonizada por um formando (Vinicius Wester), que é o único a se formar na pequena cerimônia. Seria isso um pesadelo? Mas, enfim, naquele momento, ele resolve fazer uma espécie de experimento social. 

O roteiro é assinado por Duda Falcão, Cesar Alcázar e Christopher Kastensmidt, e finalizado por Tabajara Ruas. Possivelmente, tantas mãos trabalhando no texto explique o desconjuntado do longa, cujos segmentos não conseguem levantar voo para além do derivativo ou óbvio. Apenas a primeira parte mostra algum vigor – especialmente por conta da boa maquiagem da criatura. Mas, no geral, os diálogos são artificiais e as atuações não conseguem superar isso. 

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