Esse é o caso de Campbell Scott. Embora tenha uma carreira sólida como intérprete, trabalhou em longas como Tudo Por Amor e Vida de Solteiro, o filho dos famosos atores George C. Scott e Colleen Dewhurst, aventura-se mais uma vez no papel de diretor e apresenta a produção Fora do Mapa, baseada na peça teatral de Joan Ackerman.
O filme conta a história de uma família excêntrica de Novo México isolada em meio a um nada desértico. O pai depressivo (Sam Elliott), a mãe pouco convencional (Joan Allen) e Bo, a filha problemática (Valentina de Angelis), convivem em um estilo de vida alternativo, caçando e plantando sua própria alimentação.
Os problemas começam quando um funcionário da receita federal americana descobre o paradeiro da família. Como eles não pagam impostos há mais de uma década, as multas se avolumaram. O fiscal, no entanto, junta-se à família numa viagem de descoberta de suas ambições e identidade, enquanto a jovem Bo deve pensar em sua independência.
A adaptação deixou marcas inegáveis de obra teatral, identificadas no peso das atuações e pela lentidão representada por um ritmo compassado. Na idéia de resgatar valores inatos do homem comum, Scott e Ackerman acertam nos diálogos, mas erram na representação dos personagens, caricatos e pouco reais. Um problema já constatado no filme anterior do diretor,
O que segura o filme sem dúvidas é a atuação da atriz Joan Allen, que mostra o talento que a tornou celebrada em produções como, Pleasantville – A vida em Preto e Branco, Nixon e Supremacia Bourne. Rouba as cenas e ainda mostra plena feminilidade em cenas de nudez, seduzindo o espectador. É o grande atrativo desta produção.
