25/08/2026
Drama

Fora do Mapa

A família da jovem Bo leva uma vida nada convencional vivendo no deserto. Quando um fiscal da receita federal chega até eles para cobrar os impostos atrasados, eles embarcam numa viagem de descoberta pessoal que irá mudar a vida da moça.

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O cinema independente americano não é apenas experimentalismo fora da lógica comercial do cinema hollywwodiano. Se tornou um campo aberto para atores cansados da linha de produção em massa testarem seus potenciais, investindo tempo e dinheiro (curto, é claro), ao explorar suas habilidades como diretores.

Esse é o caso de Campbell Scott. Embora tenha uma carreira sólida como intérprete, trabalhou em longas como Tudo Por Amor e Vida de Solteiro, o filho dos famosos atores George C. Scott e Colleen Dewhurst, aventura-se mais uma vez no papel de diretor e apresenta a produção Fora do Mapa, baseada na peça teatral de Joan Ackerman.

O filme conta a história de uma família excêntrica de Novo México isolada em meio a um nada desértico. O pai depressivo (Sam Elliott), a mãe pouco convencional (Joan Allen) e Bo, a filha problemática (Valentina de Angelis), convivem em um estilo de vida alternativo, caçando e plantando sua própria alimentação.

Os problemas começam quando um funcionário da receita federal americana descobre o paradeiro da família. Como eles não pagam impostos há mais de uma década, as multas se avolumaram. O fiscal, no entanto, junta-se à família numa viagem de descoberta de suas ambições e identidade, enquanto a jovem Bo deve pensar em sua independência.

A adaptação deixou marcas inegáveis de obra teatral, identificadas no peso das atuações e pela lentidão representada por um ritmo compassado. Na idéia de resgatar valores inatos do homem comum, Scott e Ackerman acertam nos diálogos, mas erram na representação dos personagens, caricatos e pouco reais. Um problema já constatado no filme anterior do diretor, Final, que não estreou no Brasil comercialmente.

O que segura o filme sem dúvidas é a atuação da atriz Joan Allen, que mostra o talento que a tornou celebrada em produções como, Pleasantville – A vida em Preto e Branco, Nixon e Supremacia Bourne. Rouba as cenas e ainda mostra plena feminilidade em cenas de nudez, seduzindo o espectador. É o grande atrativo desta produção.

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