22/07/2026
Ação

Cão de Briga

Danny é criado como um cachorro e se comporta como tal. Porém, foge de seu ‘dono’ e busca uma vida normal. Mas ele começa a ser procurado, pois tem grandes habilidades marciais que colocam em risco a vida dos outros.

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Em tempos politicamente corretos, o enredo de Cão de Briga causa espanto. Afinal, uma criança é roubada de sua mãe e criada como um animal selvagem enjaulado. Treinado para matar seus oponentes em espécies de rinhas, o personagem conhece apenas a violência, tornando–o desumanizado e carente de qualquer sentimento como compaixão ou afeto.

Ele serve aos desejos de um gangster perigoso e passa sua vida em ringues de lutas clandestinas, em shows bizarros de morte. Tudo parece muito barra pesada até ele encontrar o carinho de um afinador de pianos (Morgan Freeman) e sua dedicada filha adotiva, que se encarregam de humanizar o rapaz.

Apensar de ser uma história bastante fantasiosa, o tema intriga. Ainda mais quando se depara com um talento tão competente como o do ator Jet Li, que encarna o tal cão de briga de forma impressionante. Suas lutas coreografadas dão vida ao personagem, tal como suas habilidades espantam os espectadores.

O filme também ganha fôlego com as participações de Morgan Freeman – que pediu para interpretar um cego – e do ator inglês Bob Hoskins, que parece mais feroz de que seu bicho de briga. Ele tentará impedirá que pai e filha desperdicem anos de domesticação e treinamento, dando carinho ao selvagem lutador.

Como as demais produções de Luc Besson (O Quinto Elemento), que assina o roteiro, o filme perde muito quando se exige mais conteúdo dramático. O mesmo pode ser das obras de seu amigo e diretor de Cão De Briga, o francês Louis Leterrier. Eles já haviam trabalhado juntos em Carga Explosiva e, assim, assistimos aos mesmos erros tanto de roteiro como direção. Isto é, muita ação, pouca história, personagens sem sentido e espectadores confusos.

Outro ponto negativo do filme também é responsabilidade do diretor e de Luc Besson, já que apitou em toda a produção. A trilha sonora é um equívoco, principalmente fora das cenas de luta. As músicas de Massive Attack, embora sejam excelentes, não se enquadram a um filme como esse, tirando o foco do relato. Sofre o espectador que se perturba com a interferência musical histérica da banda britânica.

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