02/07/2026
Comédia romântica

Letra e Música

Alex fez muito sucesso com uma banda nos anos 80. Agora, vive de apresentações em feiras e eventos pouco disputados. Uma nova chance surge quando uma jovem cantora em ascensão o convida para compor uma música. Mas ele é péssimo letrista. Porém, quando conhece Sophie, encontra nela a parceira ideal, que também pode se transformar no seu novo amor.

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Os anos 80 voltam com força total nesta comédia romântica escrita e dirigida por Marc Lawrence, com Hugh Grant e Drew Barrymore nos papéis principais.

Grant é Alex Fletcher, um ex-astro que conheceu a fama nos anos 80, quando participava de uma banda chamada PoP. Hoje sobrevive de participações em feiras e eventos, sempre regadas a muita nostalgia e lotadas de fãs que eram adolescentes naquela década, hoje senhoras casadas.

Fletcher não vive da nostalgia, mas também não se preocupa com um futuro. Até que a oportunidade bate em sua porta, na figura da cantora adolescente Cora Corman (Haley Bennett), uma mistura de Britney Spears com Shakira. Ela quer uma canção original para seu novo CD e a participação do astro decadente em seu show.

É a chance da vida de Fletcher. O problema? Ele é um péssimo letrista. Seu agente contrata um profissional, mas esse também não dá conta do recado. Até que entra em cena Sophie (Drew), uma espécie de alma sem rumo muito doce, que ganha a vida regando plantas e trabalhando no spa da irmã.

A moça é uma poeta nata, mas nunca se deu conta disso. Seguindo a cartilha da comédia romântica, os dois personagens brigam, fazem as pazes, descobrem que juntos são mais fortes e compõem uma bela canção que vai salvar a vida de Fletcher. O problema é que eles fazem tudo isso antes de o filme chegar à metade.

Como ainda tem muito tempo para matar, o diretor e roteirista cria um conflito de integridade artística versus sucesso. O que não gera nem charme ou diversão – o mínimo que se esperaria do gênero – nem uma discussão mais profunda – o que já seria pedir demais.

Depois de resolver sua questão central, Letra e Música confia demais no carisma dos atores centrais e na química entre eles. O que havia de divertido no clipe inicial com sua sátira carinhosa aos anos 80 – o que há de mais criativo no filme – é deixado de lado. Resta Hugh Grant fazendo, pela enésima vez, papel de Hugh Grant.

Letra e Música tem em sua trilha sonora umas musicas bem pegajosas da banda fictícia Pop. As canções, aliás, têm mais potencial a permanecer na memória do espectador depois da projeção do que o filme em si.

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