A trama ficcional se passa no Rio de Janeiro dos anos 50, num ambiente de efervescência musical. Para lá vai Pedro (Novaes), um aspirante a saxofonista que sai de Belo Horizonte e se instala na casa do irmão Carlos (Viscaino), na capital federal. Ele consegue pequenas participações em alguns eventos, mas nada que faça sua carreira como músico decolar.
Ele acaba conhecendo Arlete (Tracy Segal), por quem se apaixona perdidamente e é correspondido. Sambando nas Brasas, Morô? acompanha as alegrias e dificuldades de Pedro e seu irmão mais velho, tentando sustentar suas famílias, comprar um apartamento próprio, numa época de grandes transformações sociais e políticas no Brasil.
A parte ‘séria’ do filme vem no seu segmento documental que vai se intercalando com a ficção dos irmãos. As imagens são de cinejornais da época, com cenas da História do Brasil. O atentado a Carlos Lacerda, o suicídio de Getúlio Vargas e a construção de Brasília são alguns dos momentos que servem como pano de fundo para situar a ação do filme.
Essas cenas são raramente bem aproveitadas, pois mais parecem uma aula de História forçada do que algo natural. O filme todo é acompanhado por um narrador redundante que não acrescenta nada àquilo que se vê. O diretor Ewald parece não acreditar muito na força de suas imagens.
