As quatro personagens centrais que falam abertamente sobre relacionamento e sexo não são apenas amigas, mas mãe e três filhas. Com toda essa intimidade, a matriarca Daphne (Diane Keaton) não se envergonha de se intrometer na vida da caçula, Milly (Mandy Moore). Como as irmãs mais velhas já estão bem casadas, a mãe acredita que precisa arrumar rapidamente um marido para a filha solteira.
Para conseguir seu objetivo, ela chega a colocar anúncio na internet, entrevista os mais diversos e estranhos candidatos até encontrar o rapaz que ela julga ser o melhor pretendente, o arquiteto Jason (Tom Everett Scott). Os dois armam um plano para seduzir Milly. Só que não contam que a própria moça não está parada a espera do príncipe encantado. Ela conhece Johnny (Gabriel Macht), um músico boêmio mas bem-comportado. Fica claro para qualquer pessoa, principalmente para o público, qual será a escolha da filha.
Mas Daphne insiste e Milly acaba cedendo e se envolve com os dois rapazes, para descobrir com qual quer ficar. O diretor Michael Lehmann (40 Dias e 40 Noites) não é nem um pouco sutil e deixa claro, pelas situações criadas ao longo do filme, que Johnny é o ‘cara certo para fazer Milly feliz’. Quando a garota está com seus pretendentes, o músico sempre se sai melhor: é o mais compreensivo e amoroso, qualidades dos perfeitos galãs de comédias românticas.
A mensagem nas entrelinhas de Minha Mãe Quer Que Eu Case é que a mulher só se completa quando está bem casada. Para Daphne, não importa o quanto a filha seja bem-sucedida na profissão, ou como ser humano. Aos olhos da mãe, sem um homem e uma aliança, a garota não está completa.
