O rapaz se tornou o mais jovem traficante a entrar para lista dos procurados do FBI. Entre outras coisas, foi acusado de mandar matar um adolescente, irmão de um cliente que lhe devia dinheiro. Começou assim uma saga como fugitivo e acabou preso, em 2005, no Rio de Janeiro – onde se escondeu, talvez inspirado pelo famoso Ronald Biggs – e lá formou uma família.
Quando Jesse James Hollywood foi preso, o longa do diretor e roteirista Nick Cassavetes (“Diário de uma Paixão”) já estava em produção, e ele não quis mudar o final. Apenas um letreiro informa o que aconteceu com o protagonista, que, na ficção, é preso no Paraguai.
Em Alpha Dog, o jovem traficante atende pelo nome não menos improvável de Johnny Truelove (Emile Hirsch) e passa boa parte do tempo alucinado com os amigos Frankie (Justin Timberlake), Elvis (Shawn Hatosy) e Tiko (Fernando Vargas). Um de seus clientes Jake Mazursky (Ben Foster) se torna um inimigo ao se recusar a pagar uma dívida de pouco mais de mil dólares. Para pressionar Mazursky, a gangue de Johnny seqüestra seu meio-irmão, Jack (Anton Yelchin), que acaba se tornando amigo e cúmplice dos seqüestradores.
Cassavetes tenta dar mais seriedade a um filme que, por natureza, busca sua inspiração em manchetes de tablóides. O longa parece perguntar o tempo todo “onde foi que os pais erraram?”. E eles estão em cena para provar que não souberam fazer as coisas direito.
Bruce Willis é Sonny Truelove, o pai de Johnny, que aparece em diversos momentos sendo entrevistado por um jornalista. Em seu depoimento, tenta elucidar alguns pontos e defender o filho, mas nem o ator parece acreditar no que diz. Sharon Stone é a mãe superprotetora de Jack, uma das poucas personagens a injetar uma certa veracidade a um filme repleto de improbabilidades.
