Danilo (Eduardo Moscovis, de Bendito Fruto) é um diretor de teatro que fica deprimido depois que sua peça mais recente é massacrada pela crítica. A obra era sobre Motta Coqueiro, conhecido como o último homem condenado à pena de morte no Brasil, em 1855. O dramaturgo acaba internado numa clínica por uma ex-namorada e médica chamada Márcia (Vanessa Gerbelli, de Carandiru).
No hospital, ele tenta não se relacionar com os outros internos – cada um com seu problema psíquico. Porém, o dramaturgo não resiste e acaba se envolvendo com Aline (Milena Toscano, de Olga). Ao mesmo tempo, a médica sugere que ele promova oficinas de teatro com os colegas.
Com o tempo, Danilo percebe que pode fazer uma montagem de sua peça sobre o condenado com seus amigos de instituição. Cada um assumirá um papel e o dramaturgo será o próprio Motta Coqueiro, enquanto Aline fará o papel de sua mulher, Úrsula das Virgens.
No ato final, ficção e ‘realidade’ se fundem. Manipulados por Aline, os pacientes não conseguem ‘sair de seus personagens’ e os resultados podem ser perigosos.
A maior referência em Sem Controle – mesmo que involuntária – é o filme de Peter Brooks Marat/Sade (1967), no qual um bando de loucos começa a fazer uma peça no manicômio e não consegue mais voltar à realidade. Também existem resquícios do filme/peça As Bruxas de Salém.
Sem Controle, porém, não se encontra ao estilizar. A trama interessante dilui-se por conta de um elenco pouco convincente. Os atores não encontram nuances entre os personagens da ‘vida’ e da ‘peça’. Boa parte do tempo, o longa mais parece um catálogo de problemas mentais.
