Ele descobre sua capacidade especial por acaso, quando fica preso debaixo da camada de gelo de um lago congelado. Prestes a morrer afogado e por causa da baixa temperatura, ele vai parar numa biblioteca como num passe de mágica. É assim que David percebe que há algo de diferente nele, embora não se saiba ao certo o motivo.
Abandonado pela mãe (Diane Lane, de Sob o Sol da Toscana) quando criança e com sérios problemas de relacionamento com o pai abusivo (Michael Rooker), ele opta por fugir de casa depois do incidente no lago. Todos pensam que morreu. Com o passar do tempo, David descobre como controlar sua habilidade e passa a ‘viajar’ pelo mundo. Além disso, começa a roubar cofres de bancos e se torna um milionário.
O que ele não sabe é que não está sozinho. Existem no mundo outras pessoas como ele, que são conhecidas como Jumpers. Mas nem tudo é alegria na vida desses seres, que são perseguidos. Logo o protagonista descobre que seu maior inimigo é Roland (Samuel L. Jackson, de 1408), que tem seus próprios métodos para dominar os Jumpers e acabar com eles.
Enquanto tenta conquistar sua paixão de infância, Millie (Rachel Bilson), David conhece Griffin (Jamie Bell, de Billy Elliott), um rapaz inglês que também é jumper, que está na mira de Roland. Porém, o garoto é mais experiente e tem seus métodos para fugir.
Dirigido por Doug Liman (A Identidade Bourne, Sr. & Sra Smith), Jumper mais parece filme-piloto para série de televisão. Em sua maior parte do tempo fica apresentando personagens, seus dons e fraquezas.
O diretor Liman teve um começo de carreira bem promissor, com filmes pequenos e independentes, como Swingers – Curtindo a Noite e Go - Vamos Nessa, depois inaugurou a franquia Bourne e passou o bastão para o mais competente Paul Greengrass e fez Sr. e Sra Smith, cujo maior mérito parece ter sido proporcionar o encontro do casal Brad Pitt e Angelina Jolie.
É bem provável que esse filme seja o primeiro de uma série – afinal, deixa várias pontas soltas para serem exploradas no futuro. Se esse for o caso, vem aí mais uma série de filmes descerebrados e enfadonhos – bem ao contrário daquilo que Hollywood soube fazer muito bem com aventurais juvenis como De Volta Para o Futuro.
