Desta vez, a atriz é a dra. Emma, uma psicóloga a um passo de casar-se com o homem que considera seu grande amor, o editor Richard (Colin Firth, de Mamma Mia!). Ela comanda um programa de rádio no qual distribui conselhos amorosos a mulheres mal amadas e afins. Tudo vai bem até ela sugerir a uma ouvinte que pense duas vezes antes de se casar. A moça desmancha seu casamento com o bombeiro Patrick (Jeffrey Dean Morgan, de Watchmen) e este decide vingar-se da psicóloga.
Com ajuda de um garoto que sabe tudo de internet, Patrick falsifica documentos e forja um falso casamento com Emma. Quando a psicóloga e Richard vão oficializar sua união, são avisados de que ela não é solteira. Para cancelar o casamento, o bombeiro deverá assinar uma série de formulários. Antes, ele tem alguns planos para infernizar a vida de Emma e dar seu troco.
Por uma coincidência – daquelas que só acontecem em filmes – Patrick deverá passar-se por Richard – para, aliás, defender o emprego do editor. O bombeiro e a psicóloga começam a ficar mais tempo juntos para enganar um casal de alemães (vividos por Isabella Rosselini e Kier Dullea, cujo crédito mais famoso é o astronauta de 2001 – Uma Odisséia no Espaço). Surpresa das surpresas: Patrick se apaixona por Emma, e vice-versa.
Marido por Acaso é uma comédia romântica e, como tal, todos sabem o que vai acontecer no final. O ‘como vai acontecer’ não é tão difícil assim de imaginar. Emma fica balançada, pois sempre planejou sua vida nos mínimos detalhes. Assim, na sua cabeça, Richard é o cara ideal para ela, um sujeito certinho, além de editor do seu livro que acaba de ser publicado e é um sucesso. Por outro lado, o bombeiro Patrick é um romântico inveterado e surpreendente, como Emma esqueceu que uma pessoa pode ser – o que traz a excitação que faltava na vida dela.
Dirigido por Griffin Dunne (Da Magia à Sedução), Marido Por Acidente passa longe do brilho de comédias como O Pecado Mora ao Lado (55), de Billy Wilder, e Jejum de Amor (40), de Howard Hawks, que elevaram o gênero a um patamar superior. Na falta de um diretor desse quilate hoje, o carisma de Uma Thurman torna-se a única compensação.
