02/07/2026

Zoe leva uma vida independente, mas acha que está na hora de ter um filho. No mesmo dia em que faz o procedimento para engravidar artificialmente, ela conhece o homem dos seus sonhos.

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Atriz, cantora, produtora, empresária e milionária, a polivalente Jennifer Lopez pode ser considerada o símbolo máximo da fusão da cultura anglo-latina nos Estados Unidos. Com êxito em suas empreitadas, tornou-se uma figura grata ao público por seu carisma e estonteante beleza.
 
No entanto, J.Lo, como é chamada, sempre se manteve à margem da crítica quando se trata de sua filmografia. Conhecedora de suas limitações como atriz, pelo menos por enquanto, pouco se atreveu a uma performance que exigisse um pouco mais de apelo dramático. Cabe lembrar, aqui, de A Cela, cuja atuação lhe rendeu não apenas dura rejeição, mas também deboche por parte dos espectadores.
 
Mas quando se trata de comédias românticas, a morena consegue utilizar todos os seus talentos para turbinar qualquer história e arrancar elogios, mesmo dos mais exigentes. Por isso, em Plano B, Jennifer Lopez reina sozinha em seu feudo.

Pela trama, assinada por Kate Angelo (que até então só escreveu roteiros melosos para a TV), Jennifer Lopez interpreta Zoe, uma mulher alegre, sem problemas, mas que não consegue encontrar o cara certo. Com vontade de formar uma família, decide ter um filho por inseminação artificial, pois acredita que está sem tempo para todos os jogos amorosos até a tão sonhada maternidade.
 
No mesmo dia em que faz o procedimento, ela conhece Stan (Alex O'Loughlin, de Terror na Antártida), por quem irá se apaixonar nas próximas cenas. O amor é recíproco. Mas, Zoe está grávida e o rapaz deverá decidir se fica com ela, diante da repentina descoberta de que poderá ser pai adotivo de um estranho.

Como o que importa em comédias românticas é o desenrolar e não propriamente o desfecho, o filme é praticamente um alívio cômico. Kate Angelo e o diretor Alan Poul (que dirigiu capítulos das premiadas séries de TV, Roma e Big Love), injetam humor a cada cena. A comédia predomina, de modo que as questões realmente dramáticas perdem seu efeito.

Plano B certamente é um filme produzido a toque de caixa para render bilheteria à sombra de sua atriz principal. Da mesma forma, seu roteiro contém inconsistências primárias, que podem incomodar o espectador mais atento. Porém, a produção comprova não só que J.Lo tem verve cômica, o que, por si só, pode agradar aos fãs do gênero, como também anuncia o que vem por aí.      
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