18/07/2026
Policial

Federal

Daniel e Vital são dois policiais federais que fazem de tudo para prender um poderoso traficante, mas tem dificuldade de incriminá-lo.

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Com quatro anos de atraso, chega às telas Federal, o filme do cineasta brasiliense Erik de Castro (de Senta a pua!). Com o tema de combate ao tráfico de drogas na pauta do dia, o longa poderia ser comparado ao fenômeno Tropa de Elite, se não fosse uma produção iniciada muito antes.

Com elenco de peso, o filme traz às telas, nessa sexta-feira, atores como Selton Mello e Carlos Alberto Ricelli, na pele de policiais honestos que lutam contra o narcotráfico arraigado nas capital do país. Embora adeptos à violência truculenta, são os heróis de uma trama que evidencia a corrupção, o cinismo e a impotência frente ao crime organizado.
 
Eles interpretam os líderes de grupo de elite da polícia federal que tenta prender o poderoso Béque (Eduardo Dusek), um narcotraficante que colocou Brasília na rota do contrabando internacional. Vital (Ricelli) e Daniel (Mello) perseguem o criminoso sem, contudo, encontrar provas contundentes para incriminá-lo.
 
Mesmo quando conseguem prender um advogado em flagrante, Gallo (Adriano Siri), ligado ao traficante, a corrupção nas mais diferentes esferas do cotidiano, coloca os protagonista sempre um passo atrás dos criminosos. Evidencia-se, aqui, que jamais haverá finais felizes nesta história.
 
O elenco tem dois atores internacionais, o norte-americano Michael Madsen (de Cães de Aluguel), na pele do agente Sam Gibson, e a atriz colombiana Carolina Gómez.
 
Com um orçamento de R$ 5 milhões, Erik de Castro cria uma trama cuja mensagem é difícil entender. Os dramas pessoais dos protagonistas não são resolvidos, há buracos no roteiro que dificultam a compreensão sobre o que se vê na tela e personagens coadjuvantes são simplesmente limados da história sem causa aparente.

Em retrospecto, há uma desconfortável sensação de que faltam alguns pedaços da história que ficaram na mesa de edição. Embora o elenco cause uma imediata impressão de qualidade, o que se vê, no fim, são performances sofríveis a partir de um roteiro mal acabado.
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