10/07/2026
Drama

Os residentes

Um grupo de pessoas se isola numa casa e passa a viver ao seu modo, criando suas leis, seu próprio sistema. Quem são eles e o que querem do mundo e de suas vidas?

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Os residentes, que faz parte da Sessão Vitrine, é um filme que incomoda – e isso não é um elogio. Dirigido pelo ex-crítico de cinema da Folha de S. Paulo Tiago Mata Machado, o longa é, no fundo, um exercício sub-godardiano a partir de um Godard em seus piores dias. A suposta radicalidade do filme se resume a um casal (Melissa Dullius e Gustavo Jahn) discutindo a relação.
 
DR é o tipo de coisa que, quando muito, interessa apenas aos dois envolvidos. Por isso, não faz muito sentido sentar na frente da tela do cinema para ver um casal falando sobre seus problemas. Claro, há algo mais além disso em Os residentes, mas a memória de duas DRs que acontecem no começo do longa persistem.
 
Os residentes são um grupo de pessoas – além do jovem casal, há outro casal, seu filho e um homem de idade – fechadas numa casa aparentemente abandonada. A questão é que nada no filme é muito certo, sempre andamos por um campo minado de possibilidades. Eles podem ser terroristas, guerrilheiros, ou atores fazendo um laboratório. Pode ser uma casa invadida, alugada, ou mesmo de um deles. Pouco importa, porque Mata Machado partilha da crença de Chacrinha: ele não veio para explicar, veio para confundir.
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