15/06/2026

Depois que seu filho desaparece misteriosamente, repórter americano vem para o Brasil investigar manifestações ufológicas. Acaba conhecendo pessoas que vão mudar a sua vida no interior do Ceará.

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Se Área Q conta para alguma coisa, é para inaugurar um novo gênero no cinema brasileiro – quiçá mundial: o filme de alienígena espírita. Ou talvez seria alienígena-espírita? Enfim, tanto faz, pois não será um hífen que vai mudar a ingenuidade e falta de bom senso do longa de Gerson Sanginitto – que assina o roteiro com Julia Camara e Halder Gomes (As mães de Chico Xavier).
 
Coprodução entre EUA e Brasil, o longa tem como protagonista o ator Isaiah Washington no papel de um repórter investigativo que vem para o Brasil para fazer uma reportagem sobre alienígenas no interior do Ceará depois do sumiço do filho pequeno. Eis que, ao chegar a Quixadá, envolve-se com pesquisas ufológicas e alienígenas.
 
O personagem se chama Thomas Matthews, que poderia ser aportuguesado para Tomé Mateus, numa referência aos santos popularmente identificados com o o que precisava ver para crer, e o outro que foi uma testemunha da ressurreição de Cristo. Porém, as ideias de Area Q passam longe da religião católica e nem mesmo, a rigor, se identificam com o espiritismo.
 
No Ceará, o jornalista americano conhece a família de um camponês (Murilo Rosa), que anos atrás foi abduzido, voltou, desapareceu novamente e se tornou uma espécie de mito para os moradores locais. Ele também conhece uma jornalista brasileira (Tània Khalill), que investiga, como ele, manifestações alienígenas.
 
Num cenário paradisíaco, Area Q investe em questões bem parecidas com os demais filmes espíritas nacionais dos últimos anos, assinados pela mesma produtora: reencarnação, proteção da natureza, e, claro, aborto – tema sempre presente nos filmes do gênero, nem que seja de passagem. Efeitos especiais caprichados não são suficientes para segurar um filme.  Uma trama sem pé nem cabeça e atuações fracas acabam por ofuscar até os alienígenas.
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