Erik é um jovem documentarista dinamarquês vivendo em Nova York, procurando concretizar um projeto de trabalho e recuperar-se de uma ruptura amorosa. Conhece o jovem advogado Paul, que tem uma vida dupla, dividida com uma namorada. Os dois rapazes se apaixonam, mas o seu envolvimento encontra um problema no vício de Paul pelo crack.
- Por Neusa Barbosa
- 07/02/2013
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Exibido em Sundance e vencedor do prêmio Teddy no Festival de Berlim 2012, o drama Deixe a luz acesa enfoca o relacionamento visceral, e também autodestrutivo, entre dois belos jovens – o documentarista dinamarquês Erik (Thure Lindhardt, de Pelle, o Conquistador) e o advogado novaiorquino Paul (Zachary Booth).
A autenticidade que se sente no envolvimento dos dois vem de uma verdade em parte autobiográfica, já que o diretor e corroteirista Ira Sachs usou sua verdadeira história com o ex-parceiro Bill Clegg – que foi contada no livro Retrato de um Viciado quando Jovem. O outro roteirista é o brasileiro Maurício Zacharias, que participou do roteiro de filmes como Madame Satã (2002) e O Céu de Suely (2006), ambos de Karim Ainouz.
A câmera se enamora da beleza dos dois, acompanhando uma paixão física intensa, sempre no auge da emoção. A paixão acaba levando Paul a abandonar uma vida dupla, em que namorava uma garota, e tudo parece estar resolvido.
Realisticamente, o desenrolar deste romance adulto não pode ser todo cor-de-rosa, especialmente por conta do vício de Paul pelo crack. Sem fazer discurso moralista, o filme finca pé na jornada destrutiva do jovem, que Erik, desesperadamente, tenta impedir. Compreensivelmente, é bem mais fácil empatizar com Erik e sua paixão franca e destemida. Mas é inegável que os dois atores estão muito bem e ficam na memória, pela sua verdade.
Uma presença no elenco é da atriz dinamarquesa Paprika Steen (Festa de família), no papel de Karen, irmã de Erik.
