O Amazonas tenta se firmar e marcar seu espaço no cinema brasileiro. Não apenas com seu festival – que neste ano chegou à sua 10ª edição – mas também com esse A Floresta de Jonathas, primeiro longa local, que ao contar uma história regional, encontra o seu lugar no universal.
Escrito e dirigido por Sérgio Andrade, o longa acompanha o amadurecimento de Jonathas, rapaz que vive com os pais e o irmão à beira de uma estrada de Manaus. Os dois rapazes trabalham numa banca de frutas onde vendem as frutas tropicais cultivadas pelos pais. Os irmãos têm perfis bastante diferentes: Jonathas é apaixonado por violão, mais sério e introspectivo, enquanto Juliano quer aproveitar a vida.
Quando a dupla vai acampar com uma estrangeira, chamada Milly, e um índio, a vida do protagonista começa a se transformar. Solitário no meio do mato, o rapaz vive uma espécie de comunhão plena com a floresta que o cerca. É uma relação que transita entre a simbiose e a disputa. Andrade filma de forma quase documental, e, nesse sentido, a presença do ator, Begê Muniz, é tão forte quanto o verde da floresta que parece ameaçar devorar o personagem.
