09/07/2026
Drama

Filha distante

Marco Tucci deixa Buenos Aires e viaja milhares de quilômetros para uma pequena vila que vive do turismo pesqueiro de tubarões. Mas, o real motivo da viagem é reencontrar a filha que não vê há anos.

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Não por acaso, um dos filmes mais famosos do diretor argentino Carlos Sorin se chama História Mínimas. Ao longo de seus quase 30 anos de carreira, se especializou em contar histórias mínimas - sua filmografia inclui A janela e O Cachorro – de gente comum, vivendo situações ordinárias, que podem beirar o banal, mas não para elas. Em Filha distante, acompanha a jornada de Marco Tucci (Alejandro Awada), sujeito na faixa dos 50 anos que vai ao encontro da filha adulta, que não vê há anos e agora mora num pequeno vilarejo na região da Patagônia.
 
Boa parte do filme é a sua jornada em direção ao lugar – famoso pela pesca de tubarão, uma atividade, aliás, com a qual Tucci pretende passar o tempo. Já na estrada, em seu caminho cruzam tipos mais variados, como o empresário de uma jovem boxeadora (Oscar Ayala).
 
O protagonista não esconde seu lado de turista, perdido e encantando pelo local exótico, cujo cotidiano só irá entrar em sua vida quando reencontra a filha, Ana (Victoria Almeida), professora e escola primária, e mãe de um recém-nascido.
 
Sorin, que também assina o roteiro, constrói a narrativa por meio dos detalhes, por meio das banalidades do dia-a-dia, das emoções contidas que precisam encontrar uma forma de serem extravasadas. É um filme delicado, bonito até, mas nada que não se tenha visto antes – até mesmo dentro da filmografia do próprio diretor.
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