Centro de uma pequena polêmica, envolvendo uma exposição no Museu da Imagem e do Som (MIS), situado no Jardim Europa (zona nobre da capital paulista), o bairro é o cenário dessa comédia dramática sem muito fôlego, mas bastante berrada, escrita e dirigida pelo estreante em longas Mauro Baptista Vedia.
Os protagonistas são uma família aristocrata e decadente, sem dinheiro mas apegando-se a um tanto de honra, que luta para manter, sem muito sucesso, as aparências. É um tema mais velho do que o cinema – vide a literatura – que sempre pode render situações interessantes e comentários sociais pertinentes. Aqui também poderia, mas seu criador não parece maduro o suficiente. As boas ideias existem, mas ainda estão verdes, precisariam ser mais bem elaboradas antes de serem filmadas.
Os personagens são interessantes, mas ainda lhes falta coesão entre si e entre eles e a trama. Às vezes, as situações e suas ações parecem gratuitas. Pouco ajuda que as interpretações beirem a histeria – todos parecem apenas gritar um com o outro, e cada um atua no seu próprio filme.
