Baseado na história real de um bailarino iraniano, O Dançarino do Deserto é um filme que tenta misturar política e arte sem muita profundidade em nenhum dos dois. Desde pequeno, Afshin Ghaffarian se apaixona pela dança, e depois de ser severamente punido por um professor, ao dançar na sala de aula, encontra refúgio num centro de cultura dirigido por Mehdi (Makram Khoury), onde descobrirá sua forma de expressão. Embora dançar não seja algo ilícito, é desencorajado e perseguido pela polícia da moralidade, que ataca o local, obrigando seu fechamento.
Mais tarde, já na Universidade de Teerã, Afshin (Reece Ritchie) conhece novos amigos, entre eles Ardavan (Tom Cullen) e Mona (Marama Corlett), que o introduzem ao submundo com certa efervescência cultural. Ao lado desses jovens, começa um grupo de dança que ensaia escondido numa antiga gráfica. Logo, Elaheh (Freida Pinto), uma jovem que sonha em ser bailarina, se une a eles. Ela, porém, é viciada em heroína, e isso será um problema.
Produção inglesa – e falada em inglês – e dirigida pelo estreante Richard Raymond, O Dançarino do Deserto simplifica questões quando quer falar de política, das eleições de 2009 do Irã, e do levante, especialmente da juventude, diante da fraude eleitoral. O filme é mais bem resolvido em suas cenas de dança, e conta com o elenco carismático e empenhado – especialmente o trio central, formado por Ritche, Cullen e Freida.
