18/07/2026
Infantil Animação

Kiriku: Os Homens e as Mulheres

O pequeno Kiriku vive numa aldeia africana subjugada por uma bruxa. Porém, ele descobre como as relações e a vida em comunidade podem ajudar a superar essa opressão.

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Em sua terceira incursão no cinema, o pequeno Kiriku se questiona sobre a vida em comunidade. Dirigido e coescrito pelo veterano Michel Ocelot, o longa segue os mesmo padrão dos anteriores – Kiriku e a Feiticeira (1998) e Kiriku – Os animais selvagens (2005) – com um colorido vibrante e histórias inspiradas em lendas e tradições africanas.
 
Aqui, são cinco histórias amarradas pela presença de um ancião que serve como narrador. Nelas, o pequeno Kiriku e sua aldeia – composta por crianças, mulheres e poucos homens (já que esses foram destruídos pela feiticeira) – se envolvem em questões sociais e precisam, mais uma vez, enfrentar a ira da feiticeira Karabá.
 
São histórias simples que beiram o didatismo, narradas num ritmo lento e repletas de boa vontade em divulgar a cultura africana. Umas das figuras mais simpáticas é uma griote, uma mulher que viaja pelas aldeias contando lendas e anedotas. Seu trabalho consiste em não deixar que essas narrativas morram, uma função que acaba sendo igual à de Ocelot em seus filmes sobre as tradições africanas.
 
Os filmes protagonizados pelo minúsculo Kiriku vão na contramão do imperativo das animações contemporâneas – frenéticas, histéricas e cômicas. Aqui, Ocelot trabalha cada imagem, cada narrativa, com precisão e detalhes. A questão que surge é: as crianças terão paciência para esperar a recompensa que o filme trará?
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