09/07/2026
Drama Comédia

A Festa de Despedida

Ao ver um amigo debilitado e impossibilitado de por um fim no próprio sofrimento, um grupo de idosos inventa uma máquina capaz de ajudar a pessoas inválidas a se matar. Tudo se complica quando um deles desenvolve uma doença degenerativa.

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A comédia dramática israelense A Festa de Despedida aborda um tema duro, que é uma espécie de tabu no cinema: a eutanásia. Mas os diretores Tal Granit e Sharon Maymon o fazem com tanta delicadeza e sagacidade e, na verdade, levantam uma discussão mas não chocam. O cenário é uma espécie de casa de repouso para idosos, onde os moradores se dividem entre esperar a morte e viver plenamente. Mas o que acontece quando um deles não pode mais levar seus dias como gostaria?
 
Somos apresentados ao grupo quando o marido de Yana (Aliza Rosen) está numa cama de hospital em estado crítico, e de onde parece não ter chances de sair. Depois de muito sofrer com a agonia dele, ela pede ajuda ao amigo do casal, Yehezkel (Ze’ev Revach), sujeito metido a inventor que poderia criar uma máquina permitindo a pacientes terminais cometerem suicídio movendo apenas um dedo.
 
Para ele é um desafio, mais moral do que tecnológico. Afinal, ele é uma pessoa que costuma telefonar para amigos idosos disfarçando a voz e fingindo ser Deus, dizendo-lhes para viver com alegria e não pensar na morte. Mas, diante do sofrimento irreversível e instransponível do outro, ele resolve ajudar. Sua mulher, Levana (Levana Finkelstein) se opõe.
 
A novidade se espalha, e Yehezkel, Yana e um grupo de amigos começam a ajudar pessoas decididas a interromper seu sofrimento, mas incapazes de o fazer sozinhas . Com a ajuda de um ex-policial, encontram a brecha legal para fazer o “serviço”. Porém, quando uma pessoa próxima começa a sofrer de uma doença generativa, todos terão de enfrentar um dilema: amar é manter a pessoa viva, mas debilitada, ou deixar que ela parta?
 
A dupla de diretores, que também assina o roteiro, conduz a narrativa de forma sóbria mas encontra num humor (que, em alguns momentos, beira o negro) a saída narrativa para a tensão, sem, no entanto, esvaziá-la. Para isso, contam com um grupo de intérpretes notáveis que dão vida a pessoas comuns diante de situações extraordinárias.
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