08/07/2026
Drama

Hipócrates

Benjamin é um jovem médico que começa a fazer residência num hospital de grande porte dirigido por seu pai. O rapaz espera um dia ser um grande profissional, mas a situação da saúde no país e um erro que resulta na morte de um homem o fazem repensar suas escolhas.

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Quando conhecemos o jovem estudante de medicina Benjamin (Vincent Lacoste) ele está começando sua carreira, como residente num grande hospital, onde seu pai (Jacques Gamblin) trabalha. Esse cenário será definidor da trama e da evolução do personagem – como a delegacia em Políssia, e a escola, em Entre os Muros da Escola. O diretor e corroteirista Thomas Lilti, que ainda atua como médico, parte de experiências próprias para contar essa história.
 
O fato de não ter qualquer experiência prática não impede Benjamin de se ter em alta conta, o que pode lhe custar caro, quando um paciente embriagado, conhecido por “Tsunami” (Thierry Levaret), morre sob seus cuidados, basicamente por sua incompetência. Porém, o pai ajuda o rapaz, o que cria um desconforto com a equipe, especialmente com Abdel (Reda Kateb, premiado com o César de ator coadjuvante por esse trabalho), um médico argelino experiente, mas que precisa passar pela residência por ser imigrante.
 
Conforme ele percebe, no hospital cada um está mais preocupado em salvar sua própria pele do que a vida dos pacientes – o personagem, no entanto, funciona como pêndulo moral e a figura mais simpática de todo o filme, que, em sua essência, é uma descida aos infernos do sistema de saúde da França, sofrendo com cortes orçamentários, falta de materiais e equipamentos e profissionais no limite da estafa.
 
Esses, aliás, parecem ter perdido a fé na profissão, com plantões longos e mal-remunerados. Lilti faz, em Hipócrates, um retrato honesto, um tanto distante dos dramas hospitalares de séries de televisão – um nicho bem explorado nas últimas décadas – sem idealizações ou romantizações.
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